Efraim Filho diz estar confiante no segundo turno e afirma que enfrentará governo e pesquisas
O candidato ao Governo da Paraíba Efraim Filho afirmou, neste domingo (4), estar confiante na possibilidade de chegar ao segundo turno das eleições. Ao avaliar a campanha, o candidato disse ter percebido, durante as atividades realizadas pelo estado, manifestações de apoio e de desejo de mudança por parte dos eleitores.
Efraim afirmou que não costuma pautar sua atuação política por pesquisas eleitorais e disse confiar na percepção que teve durante a campanha.
“As pesquisas nunca pautaram a minha vida pública, então eu estou com muita confiança no que eu vi na rua, no carisma das pessoas, no carinho, na temperatura, sabe? Na esperança, na mudança. Eu estou muito confiante”, declarou.
O candidato fez referência à eleição para o Senado, quando, segundo ele, também enfrentou um cenário de pesquisas que não correspondia ao resultado que esperava alcançar. Efraim afirmou que pretende repetir essa experiência na disputa pelo Governo da Paraíba.
“Eu vou ter que derrotar governo, vou ter que derrotar pesquisa, né? A de senador foi assim. Eu trago esse testemunho”, afirmou.
Expectativa de segundo turno
Efraim Filho disse que pretende disputar um eventual segundo turno contra o atual governador, João Azevêdo, citado por ele como “Lucas” durante a entrevista, e defendeu uma disputa direta entre os dois candidatos.
“Vamos colocar os dois pés no segundo turno e vamos colocar também, no segundo turno, essa chama da vitória. Uma Paraíba que vai ter uma nova oportunidade. Eu quero ir pro segundo turno, eu acho que a Paraíba também quer. Eu e Lucas, um a um, cara a cara”, declarou.
Na avaliação do candidato, uma segunda etapa da eleição permitiria uma comparação direta entre propostas e projetos.
“Sem ter que fugir de debate, sem ter que fugir dos enfrentamentos. Eu acho que é essa a opção de segundo turno do um a um, comparando as propostas, comparando os projetos, comparando os propósitos, que será importante se a Paraíba entender dessa forma e se o povo der essa oportunidade”, afirmou.
Críticas à estrutura de governo
Ao ser questionado sobre a avaliação que fazia do primeiro turno e sobre sua estratégia de campanha, Efraim Filho voltou a criticar o que chamou de uso da estrutura do governo e das prefeituras para influenciar a disputa eleitoral.
O candidato afirmou que teria recebido relatos de eleitores que, segundo ele, estariam receosos de manifestar publicamente apoio à sua candidatura.
“É incrível como a gente percebeu, e vocês que cobrem também as denúncias que aconteceram, tiveram usos e abusos da máquina como nunca antes visto”, disse.
Na sequência, Efraim citou denúncias que, segundo ele, teriam envolvido aplicativos de compra de votos e utilização do programa Opera Paraíba, além de relatos de pessoas que teriam sido “assediadas” ou “coagidas” a votar.
As declarações foram feitas pelo candidato durante a entrevista e não representam, por si só, comprovação das acusações mencionadas.
“Voto silencioso”
Efraim Filho também afirmou acreditar na existência de um eleitorado que, segundo sua avaliação, prefere não declarar publicamente sua intenção de voto por receio de possíveis consequências.
“Então, por isso que eu digo que além de derrotar governo, nós vamos ter que derrotar pesquisa, porque as pessoas, muitas delas, me abordavam nos eventos: ‘Olha, não me filma não, porque eu não posso aparecer’. ‘Olha, eu vou votar calado, porque tem perseguição de governo, tem imposição de prefeitura’”, relatou.
Para o candidato, esse eleitor poderia representar uma parcela importante do resultado das urnas.
“Então, esse voto silencioso, esse voto escondido, esse voto de quem não pode se expor, mas no fundo quer mudança, vai vir com a gente”, afirmou.
Efraim encerrou a entrevista dizendo que sua campanha buscou enfrentar as estruturas políticas estabelecidas no estado e que essa postura, segundo ele, teria mobilizado eleitores.
“A nossa coragem de enfrentar essas máquinas da prefeitura e do governo inspiraram muitas pessoas por toda a Paraíba e é nisso que eu estou confiando”, concluiu.

