O Instituto SOS Animais e Plantas e a Prefeitura de João Pessoa aguardam, a partir de inspeção realizada nesta quinta-feira (20), um parecer jurídico para alinhar quesitos ambientais e buscam uma solução conjunta para dar prosseguimento a construção do Parque da Cidade, obra realizada no terreno do antigo Aeroclube, em João Pessoa.
Em entrevista ao Programa Hora H, Thaísa Lima, advogada do Instituto SOS Animais e Plantas, destacou que o grupo deseja a continuidade da obra, mas que a Prefeitura respeite o meio-ambiente, por meio da preservação da fauna e flora do local.
“Estamos aguardando o parecer a respeito da situação do Parque da Cidade, esperamos que o Parque realmente seja feito, que a obra volte a ter continuidade, mas com respeito ao meio-ambiente, com preservação ambiental, com a preservação da restinga, regeneração da área e também a preservação da lagoa”, afirmou Thaísa.
O secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, Welison Silveira, enfatizou o clima de unidade para esclarecer a situação e buscar um meio-termo entre os ambientalistas e a Prefeitura.
“Esperamos que a partir disso possamos esclarecer toda a situação e que muito em breve, na proximidade de 20 de março, a gente já possa retornar ao processo de conciliação. Acredito que o clima é amistoso para que a gente possa ter a implantação do Parque da Cidade. A parte autora sempre tem frisado o interesse na implantação do Parque da Cidade, aí tem questões técnicas que possam estar sendo conflituosas, que a gente possa esclarecer para que finalmente a gente possa ter a implantação do Parque”, declarou.
Inspeção técnica no terreno para construção do Parque da Cidade (Foto: PMJP)
Thaísa ainda destacou a necessidade da Prefeitura apresentar um plano de manejo ético, para que não cause ameaças para vida dos animais que vivem no local.
“A Prefeitura deve apresentar um plano de manejo ético e responsável para que não haja nenhuma morte, nenhuma ameaça a vida tanto das corujas, como de toda a biodiversidade existente na área do parque, que é riquíssima. A biodiversidade da área da lagoa também é riquíssima, é isso que a gente espera que conste no parecer, para que juntos possamos construir uma solução que respeite a ambiência local”, enfatizou.
De acordo com o secretário do meio-ambiente, a intervenção que está sendo proposta pela prefeitura é uma intervenção de baixo impacto. Ou seja, grande parte dos equipamentos são equipamentos de lazer, ciclovia, mas sobretudo a permanências de áreas verdes.
“Outro questionamento que o Instituto faz é que tipo de flora vai ser implantado. A previsão do projeto arquitetônico do escritório Boulemarques é a predominância de espécies nativas”, complementou Welison.
A obra do Parque da Cidade está paralisada desde janeiro, quando o Tribunal de Justiça determinou a realização da inspeção realizada nesta quinta-feira (20). O relatório feito pelas equipes durante a manhã será enviado para o Tribunal de Justiça, com relatoria do desembargador José Ricardo Porto. Agora, as duas partes vivem a expectativa para realização de uma nova audiência de conciliação, projetada para o mês de março.
Há um período de 30 dias para a entrega do relatório, embora a previsão, de acordo com Welison, é de que o trabalho seja concluído antes desse prazo. Para Prefeitura, nas próximas semanas, tanto a Sudema, quanto os peritos devem finalizar essa parte do processo.
Após a conclusão, a situação será levada a um ambiente de conciliação, com o objetivo de tentar um acordo entre as partes, a previsão é de que a situação seja resolvida até 20 de março.
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Roberto Notícia - Jornalista - DRT 4511/80.
Com João Pedro Gomes
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