Análise: Alvo da Operação Calvário, Ricardo Coutinho vai pegar, no mínimo, 80 anos de cadeia

 Alvo da Operação Calvário e apontado como líder da organização criminosa responsável por desviar milhões dos cofres públicos estaduais, Ricardo Coutinho vai pegar, no mínimo, 80 anos de cadeia. Essa é a análise e avaliação do comunicador Nilvan Ferreira, feita durante comentário nesta quarta-feira (19) na abertura do programa Correio Debate, da 98,3 FM, líder de audiência na Paraíba.

Para Nilvan, o grupo “girassol” ligado a Ricardo Coutinho não tem o que comemorar. Ele lembrou aos ouvintes que, apesar de garantir a liberdade momentânea, Ricardo Coutinho não foi inocentado pelo STJ, “O que o STJ julgou ontem era se ele iria permanecer por enquanto solto ou ia voltar para a “cheirosa”, a cadeia”, destacou o comunicador. “Estão querendo passar a impressão errada, porque massa de manobra você joga um discurso e quando não tem consciência do que realmente está acontecendo, termina ingerindo esse discurso ideológico”, alertou Nilvan.

Confira a íntegra do comentário de Nilvan Ferreira:

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VÍDEO DELAÇÃO – Ricardo Coutinho ordenou à Ivan Burity aplicar mais de R$ 1 milhão de propina em reforma de imóvel da família Coutinho onde funcionava o canal 40, o “QG” das campanhas, tudo sem alvará da PMJP e sem contrato

 Em 2011, no primeiro ano como governador do estado da Paraíba, Ricardo Coutinho , em reunião com Livânia Farias e Ivan Burity, determinou que fossem arrecadados recursos oriundos de propina, na ordem de mais de R$ 1 milhão, para reformar um imóvel de propriedade do “Clã Coutinho”, onde funcionava o Canal 40, espécie de “QG-Quartel General” para as campanhas políticas dos socialistas. A megaestrutura foi inaugurada na campanha de Estela Bezerra à Prefeitura de João Pessoa em 2012.

Além de arrecadar dinheiro sujo de propina para valorizar imóvel do “Clã Coutinho” , localizado nas proximidades do Distrito Industrial de Mangabeira, onde funcionava o Canal 40, a ordem de Ricardo Coutinho era que toda a obra fosse feita de forma clandestina, sem alvará da Prefeitura de João Pessoa, sem contrato com a construtora.

“Quando me foi dada a missão de construir o Canal 40 de forma velada , ou seja, não deveríamos tirar alvará, não fazer contratos formais com empresas. Inicialmente foram feitas planilhas, essas planilhas foram apresentadas a Ricardo. Não foi tirado nenhum tipo de licenciamento. Por isso que não foi dado a gente documento nenhum, talvez essa posse seja tão encoberta , que daí essa história faça sem perguntar. A gente nunca teve acesso de quem era ( o imóvel)”, disse Ivan Burity.

Em acordo de delação premiada, o arrecadador de recursos de propina, Ivan Burity, confessou aos promotores do Gaeco, que ele próprio foi encarregado pessoalmente por Ricardo Coutinho de assumir a missão. “O primeiro aporte foi de R$ 800 mil, mas depois das obras complementares, porque aí ficaram pedindo para cobrir garagem e outras coisas, passou de R$ 1 milhão, R$ 1 milhão e 500 mil, por aí”, disse Ivan Burity.

O terreno onde ficava o imóvel era cercado por muro de três metros de altura, e a missão dada por Ricardo Coutinho a Ivan Burity era reformar o prédio , com dinheiro de propina de Empresas contratadas pelo Governo do Estado, e cuja obra não chamasse a atenção de ninguém, de forma clandestina, sem qualquer documento junto à Prefeitura.

Segundo Ivan Burity, em sua colaboração, “A obra do novo prédio do Canal 40, com mais de R$ 1 milhão de propina, ficou exuberante. “As instalações ficaram suntuosas, com estúdios climatizados e isolados acusticamente, um bloco de comando com escritório e suíte exclusivos para Ricardo Coutinho, várias salas para reunião, salas para produção de vídeos e spot para rádio, refeitório, cozinha, estacionamento coberto, duas salas de recepção independentes, complexo de salas para o corpo jurídico, salas para T.I., e muros reforçados”.

Ivan Burity revelou que o próprio Ricardo Coutinho foi, por duas vezes, inspecionar as obras da reforma do novo prédio do Canal 40. O irmão de Ricardo,  Coriolano Coutinho estava no local com mais frequência para acompanhar e fiscalizar o andamento da obra.

O ex-governador Ricardo Coutinho não teve nenhuma preocupação em fazer uma obra, de valor em mais de R$ 1 milhão,com dinheiro sujo de propina, investindo e valorizando sobremaneira imóvel particular cuja propriedade se confundia entre Sandra Coutinho, Coriolano Coutinho e o próprio Ricardo Coutinho.

Além disso o ex-governador determinou que se desrespeitasse completamente a legislação para o tipo de procedimento de obra de reforma , ignorando o regramento e as licenças obrigatórias que deveriam ser requeridas junto a Prefeitura Municipal de João Pessoa, cuja gestão à época também era comandada pelo seu grupo político. VEJA TRECHO DA DELAÇÃO :

 

 

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Ex-governador Ricardo Coutinho procurado está na Turquia e deve se entregar amanhã

 Ricardo Coutinho, alvo de mandado de prisão na Operação Calvário, está na Turquia. Ele avisou à Polícia Federal que está voltando ao Brasil e já comprou passagens.

Prometeu se entregar até quinta-feira.

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Em resposta ao TCE, Ministério da Justiça diz que Cruz Vermelha não pode funcionar como Organização Social

 O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou ao Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB) que a Cruz Vermelha, que foi responsável pela gestão do Hospital de Emergência e Trauma senador Humberto Lucena, não tem qualificação para funcionar como Organização Social. 

A informação foi enviada ao TCE, no último dia 25 de junho, depois que a corte encaminhou ao ministro Sérgio Moro um relatório apontando irregularidades em contratos firmados na Paraíba. A informação foi confirmada pela assessoria do tribunal.

Calvário em Brasília: Sérgio Moro já tem em mãos relatórios com irregularidades praticadas pela Cruz Vermelha na Paraíba

O ofício foi enviado ao TCE como resposta a um relatório enviado pela corte ao Ministério da Justiça no mês de abril. Na resposta devolvida aos conselheiros, além de informar a incapacidade da Cruz Vermelha de funcionar como organização social, o ministério se coloca à disposição para outros esclarecimentos e providencias cabíveis. O conselheiro Nominando Diniz Filho, relator de vários processos de organizações sociais que recebem recursos na Paraíba, foi o responsável por intermediar a troca de informações com o Ministério da Justiça.

Além do Ministério da Justiça, ainda no primeiro semestre, o TCE encaminhou notificação ao Governo do Estado informando sobre as irregularidades nos contratos firmados com a Secretaria de Estado da Saúde. O TCE apontou prejuízos, quarteirização e ilícitos na ordem de R$ 8,9 milhões. Esses valores são referentes a inúmeras irregularidades levantadas nos contratos firmados pela Cruz Vermelha com empresas locais e de outras regiões do País.

De acordo com a assessoria do TCE, no documento encaminhado aos conselheiros, o Ministério da Justiça coloca-se à disposição para “outros esclarecimentos e providencias”. A reportagem não teve acesso ao documento original do Ministério da Justiça.

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Gaeco recebe informação que Livânia viajou a Brasília nesta terça acompanhada de advogados e Ricardo Coutinho

 O Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado), do Ministério Público, foi informado, que a secretária Livânia Farias (Administração) empreendeu viagem a Brasília, no final da tarde desta terça (dia 12), acompanhada de dois de seus advogados. Além do ex-governador Ricardo Coutinho. Como a viagem não consta de sua agenda oficial, a impressão é que Livânia pode ter ido a Brasília acionar os tribunais superiores.

Livânia, como se sabe, vem frequentando o noticiário, nos últimos dias, especialmente após a delação de seu ex-assessor Leandro Nunes Azevedo, indicando que teria recebido toda a orientação da secretária para protagonizar a operação de recebimento de propina, numa caixa de vinho, em hotel do Rio de Janeiro, ano passado. Imagens de toda operação foram feitas por um flagrante da Operação Calvário.

A caixa continha, segundo Leandro, R$ 900 mil de propina oriunda de Cruz Vermelha, operacionalizada por Daniel Gomes (cabeça da quadrilha segundo a força tarefa). O dinheiro da propina foi, segundo ele, utilizado para pagamento de fornecedores da campanha de João Azevedo. Leandro revelou também que Livânia teria adquirido pelo menos um imóvel em Sousa, pago com dinheiro de propina, por R$ 400 mil.

Após a prisão de Leandro, no âmbito da Operação Confraria, o desembargador Ricardo Vital já expediu um mandado de busca e apreensão na residência de Livânia, em João Pessoa. E também na casa do secretário Waldson de Sousa (Planejamento). Leandro, posteriormente, foi liberado após delação feita ao Gaeco.

As especulações de bastidores indicam que a situação da secretária pode ter se agravado, do ponto de vista jurídico, e a alternativa seria recorrer ao Superior Tribunal de Justiça, para se prevenir de uma eventual decisão por parte da Justiça da Paraíba, com base nas declarações de Leandro Nunes.

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Da Redação com Roberto Noticia  e Helder Moura