Em resposta ao TCE, Ministério da Justiça diz que Cruz Vermelha não pode funcionar como Organização Social

 O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou ao Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB) que a Cruz Vermelha, que foi responsável pela gestão do Hospital de Emergência e Trauma senador Humberto Lucena, não tem qualificação para funcionar como Organização Social. 

A informação foi enviada ao TCE, no último dia 25 de junho, depois que a corte encaminhou ao ministro Sérgio Moro um relatório apontando irregularidades em contratos firmados na Paraíba. A informação foi confirmada pela assessoria do tribunal.

Calvário em Brasília: Sérgio Moro já tem em mãos relatórios com irregularidades praticadas pela Cruz Vermelha na Paraíba

O ofício foi enviado ao TCE como resposta a um relatório enviado pela corte ao Ministério da Justiça no mês de abril. Na resposta devolvida aos conselheiros, além de informar a incapacidade da Cruz Vermelha de funcionar como organização social, o ministério se coloca à disposição para outros esclarecimentos e providencias cabíveis. O conselheiro Nominando Diniz Filho, relator de vários processos de organizações sociais que recebem recursos na Paraíba, foi o responsável por intermediar a troca de informações com o Ministério da Justiça.

Além do Ministério da Justiça, ainda no primeiro semestre, o TCE encaminhou notificação ao Governo do Estado informando sobre as irregularidades nos contratos firmados com a Secretaria de Estado da Saúde. O TCE apontou prejuízos, quarteirização e ilícitos na ordem de R$ 8,9 milhões. Esses valores são referentes a inúmeras irregularidades levantadas nos contratos firmados pela Cruz Vermelha com empresas locais e de outras regiões do País.

De acordo com a assessoria do TCE, no documento encaminhado aos conselheiros, o Ministério da Justiça coloca-se à disposição para “outros esclarecimentos e providencias”. A reportagem não teve acesso ao documento original do Ministério da Justiça.

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Da Redação com Roberto Noticia  - DRT 4511/88

Gaeco recebe informação que Livânia viajou a Brasília nesta terça acompanhada de advogados e Ricardo Coutinho

 O Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado), do Ministério Público, foi informado, que a secretária Livânia Farias (Administração) empreendeu viagem a Brasília, no final da tarde desta terça (dia 12), acompanhada de dois de seus advogados. Além do ex-governador Ricardo Coutinho. Como a viagem não consta de sua agenda oficial, a impressão é que Livânia pode ter ido a Brasília acionar os tribunais superiores.

Livânia, como se sabe, vem frequentando o noticiário, nos últimos dias, especialmente após a delação de seu ex-assessor Leandro Nunes Azevedo, indicando que teria recebido toda a orientação da secretária para protagonizar a operação de recebimento de propina, numa caixa de vinho, em hotel do Rio de Janeiro, ano passado. Imagens de toda operação foram feitas por um flagrante da Operação Calvário.

A caixa continha, segundo Leandro, R$ 900 mil de propina oriunda de Cruz Vermelha, operacionalizada por Daniel Gomes (cabeça da quadrilha segundo a força tarefa). O dinheiro da propina foi, segundo ele, utilizado para pagamento de fornecedores da campanha de João Azevedo. Leandro revelou também que Livânia teria adquirido pelo menos um imóvel em Sousa, pago com dinheiro de propina, por R$ 400 mil.

Após a prisão de Leandro, no âmbito da Operação Confraria, o desembargador Ricardo Vital já expediu um mandado de busca e apreensão na residência de Livânia, em João Pessoa. E também na casa do secretário Waldson de Sousa (Planejamento). Leandro, posteriormente, foi liberado após delação feita ao Gaeco.

As especulações de bastidores indicam que a situação da secretária pode ter se agravado, do ponto de vista jurídico, e a alternativa seria recorrer ao Superior Tribunal de Justiça, para se prevenir de uma eventual decisão por parte da Justiça da Paraíba, com base nas declarações de Leandro Nunes.

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Da Redação com Roberto Noticia  e Helder Moura

 

Veja o revelado que Leandro falou ao Tribunal de Justiça, e o muito mais que a decisão não mostra

 Por Renato Martins

Depois que rompemos com o PSB, e no desdobrar de nosso clareamento sobre as coisas ocultas que em geral só ouvíamos falar, atualmente temos fatos que confirmam tudo isso e muito mais, que fazem inúmeros outros também enxergarem a espantosa verdade assim como eu. Ao longo do tempo falei por diversas vezes que os girassóis tinham uma ética de crime organizado. Um ranking onde só os que agem na ORCRIM, poderiam crescer partidariamente. Um idealista era até indesejado: o meu caso; logo, assédio moral em eleitores, as caixas de vinho e as tais maquinetas me derrubaram. Tudo na ética de ORCRIM.

 

Nosso blog falou bem antes, que leandro falou tudo. Temos fontes fortes e firmes pela justiça. Ele mostrou bem o funcionamento do núcleo parasita de recursos públicos que ele fazia parte no mecanismo girassol. E eu disse que muitas mudanças estariam por vir. Nossos serviços públicos combalidos precisam de honestidade para melhorar. Então passemos a analisar uma pequena parte das mais de 16 horas de delação premiada que o Leandro fez para se livrar da cadeia e que mudará a república paraibana da mídia falsa para sempre. Derrubará máscaras, prenderá secretári@s bandidos, ex-governador charlatão e corrupto, além de outros chefões no setor privado, e, logicamente, seus operadores políticos, membros do núcleo eletivo como muitos deputados e vereadores. A assembléia logo mudará em mais de um terço, e a Câmara Municipal de JP terá também significativas mudanças na saída dos girassóis ladrões de fato. Os da ORCRIM. Os anti-éticos da ORCRIM serão expulsos do partido? Aqui, me permitam pausa para rir. Afinal, nesta tragédia com a saúde pública já existe muito choro; incontáveis. Aguardem.... Até este desfecho iminente que nossa boa gestão pública exige, vamos juntos analisar o que já se tem de horrendo com nossos recursos públicos, já devidamente detalhados por pequena parte do muito que Leandro delatou e foi publicizado:

 
 
 

Aqui, o início da decisão que libertou Leandro Nunes mediante a qualidade e relevância de sua delação, para a elucidação da complexa e poderosa ORCRIM no seio da gestão estadual.

 

Abaixo veremos as partes liberadas que falam das revelações de Leandro e outras testemunhas citadas ao longo da peça do Desembargador:

 
 

Impressionante o registro da surpresa de Leandro em saber que em vez de 700 mil reais da saúde do povo paraibano, na caixa haveriam 900 mil do sangue humilde da cidadania dos que mais precisam.

 

Abaixo; é curioso notar como eles descartam telefones de forma a sob o comando dos chefões não poderem ser detectados. Noticias de outros denunciantes dão conta que o mesmo ocorre entre os diretores do TRAUMA ligados a CRUZ-RS com Daniel Gomes e "agentes públicos graduados". Uma ação de praxe entre superiores e subalternos da ORCRIM.

 
 

Mais abaixo a parte final, onde a história da "lenda" da compra romântica da casa valorizada "emocionalmente" de Sousa aparece em sua sordidez nem tão afável assim. Uma vingança passional as custas do dinheiro da saúde, da educação, ou da segurança pública, aguardemos os novos fatos. Não a toa, anos antes, a chamei de corrupta-mor, baseado em tudo que ouvia nas praças. Agora os fatos provam papel de ponta, já o corrupto-mor, pois toda dama de ferro tem um rei, logo está por vir. O detalhe nesta situação do pirraceiro gesto de comprar a casa por soberba de afeto-desafeto; é que Leandro, como que por parte da encenação necessária do coração doído, teve que ir na BMW da nobre e prosperá secretária abalada. Que como advogada não tem história profissional nenhuma a contar. Logo virão mais na lista dos girassóis sem competência alguma, além de suas posições na ORCRIM. @s parlamentar@s ex-gestores que obstruíram provas em inquéritos como o CUIÁ, o caso Empreender dentre outros processos no MP, MPF, TJ, STJ e TRE estão na fila no pelotão de frente.

 
 
 

 

NOTAS DE UM FUTURO QUE DISPENSA BRUXOS E ASTRÓLOGOS:

 

1- Ainda mais pessoas darão informações. E talvez agora não mais de forma anônima como vem ocorrendo...

2- Leandro Nunes, para se livrar tão rapidamente, provavelmente falou sobre os esquemas de chegadas dos termos de referência na central de compras de Livânia. E como se levava em outros órgãos em forma de pen-drive para evitar e-mails(lembram do áudio de Gilberto e Waldson). Tenho convicção que não se tratava só de levar caixas de dinheiro, mas de fraudes licitatórias também. O pulmão da corrupção da ORCRIM girassol se dava neste controle hermético dos termos de referência dos editais. Esotérico entendem? Para iniciados de alta cópula, perdão, quis dizer alta cúpula. Ou seja, muito além da Cruz Vermelha.

3- Antes do anúncio da lava-jato da educação pelo presidente Bolsonaro, tivemos várias ações investigativas federais no nosso estado sobre o péssimo uso dos recursos públicos da área. Os indícios colocam os valores da Cruz Vermelha-RS como um problema menor para o ricardismo desmascarado. Me corrijo, o problema mesmo é para o povo e alunos aliás.

4- Repito, fala-se de um terço da assembléia na iminência de dizer adeus aos seus mandatos. No mínimo. Os que "falaram" com Leandro tête-a-tête sabem bem disso. E tudo me faz crer, que ele falou sobre isso ainda na primeira fala dele. Delatou de primeira a classe política. esperemos para ver...

5- O que respingará sobre a eleição de João? Só mais um processo de caixa 2? Aguardemos também. Embora o que se demonstra é um modus operandi antigo, bem ao estilo José Dirceu, e a justiça pode sim trabalhar com hipótese de novas eleições. Falo da JUSTIÇA conceito: essência. João vacila muito ao deixar o cancro dentro da máquina. Assim parece ser engrenagem do mecanismo. Erro que poderá ser fatal para o noviço politico. O certo seria mudar logo de partido e promover profunda reforma administrativa. Melhor que contar com a lentidão da justiça que parece não mais estar disposta a agir como dantes.

6- Atenção: especialistas falam que algumas autoridades para ainda não estarem presas, apontam para a possibilidade destas já estarem em regime de colaboração premiada e em plena atuação na chamada ação controlada.

7- QUAIS DESTE OUTROS POSSÍVEIS FEITOS DA ORCRIM GIRASSOL EXPLODIRÁ PRIMEIRO EM AÇÃO DA PF OU GAECO: Educação (laboratórios e livros); Detran; Quality locação de veículos; maquinetas "eleitorais"; caso da empresa fornecedora de alimentos para a SEDH e outros órgãos como OSs (cestas básicas e feijoadas para amigados de campanha de deputada, pode?); Isenções graciosas e discricionárias para grandes empresas; juízes ora suspeitos, acobertando decisões incomuns, inclusive em varas da família; caso da execução de Bruno Ernesto. Difícil saber qual será a bola da vez e quem será o novo Leandro. O da educação já se tem a vista.

 

NESTA ÚLTIMA FOTO O DESEMBARGADOR DESTACA COMO ESSA ORCRIM É SOFISTICADA NA ARTE DE DISSIMULAR:

 
 
 
 

DÁ O QUE PENSAR:

 

A peça de soltura por delação, denomina os membros da ORCRIM de planejadores, que de tudo podem fazer para ocultarem seus crimes. Por isso, caro Desembargador, acrescento que são também perigosíssimos. Aprendi com o meu processo de despertar, que sei que acontecerá em todos os cidadãos como no RJ com Cabral, a respeitar os poucos-muitos que estão nessa batalha há tempos e tempos, e que como eu, também um dia acreditaram nas propostas coletivistas que escondiam toda essa sujeira aí. E também como eu, optaram por não se calar, mas investigar mais e mais, por vezes à frente do MP por exemplo.

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Da Redação com Roberto Noticia e Renato Martins 

  

Operação Calvário: Leandro Nunes revela que propina da Cruz Vermelha financiou campanha do PSB na Paraíba

 No depoimento ao Ministério Público, em fevereiro, Leandro Nunes, braço direito da secretária de Administração do Estado, Livânia Farias, confessou ter recebido uma caixa de vinho, no Rio de Janeiro, de Micheline Cardoso contendo R$ 900 mil. Micheline é secretária particular de Daniel Gomes da Silva, empresário preso, acusado de liderar a organização criminosa que saqueou dinheiro da Saúde.


Leandro disse que o dinheiro foi utilizado para financiar a campanha do então candidato João Azevedo, num esquema que envolveu não apenas caixa 2, mas, especialmente, utilização da propina. Foram pagos, segundo ele, vários fornecedores da campanha ainda no Rio de Janeiro.

Ainda de acordo com Leandro, após combinar com Livânia, foram pagos os fornecedores Zé Nilson (Adesivos Torres), Weber (Plastifort), Henrique (Prática Etiquetas) e Júnior (carro de som). Para alguns deles, o pagamento foi feito em dinheiro e pessoalmente, e até com um bônus (afinal veio dinheiro a mais…). Para outros, depósito bancário realizado numa agência de shopping.

Ainda no depoimento, Leandro confirma ter comprado um celular um dia antes da “operação”, utilizado o aparelho para realizar as ligações estratégicas, e depois descartado numa lata de lixo, supostamente para não deixar pistas. Tudo em comum acordo com Livânia, o que mostra de fato a sofisticação da operação. Uma obra prima. Uma operação típica da máfia, a julgar como verdadeiras as revelações de Leandro.

Veja trechos do depoimento:

 

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APÓS OPERAÇÃO CALVÁRIO – TCE identifica irregularidades, multa Waldson e manda OS devolver R$ 1 milhão aos cofres do Estado

 Levou cinco anos, mas, felizmente, o Tribunal de Contas do Estado descobriu parte das irregularidades envolvendo o governo do Estado, através da secretária de Saúde, e a organização social ABBC (Associação Brasileira de Beneficência Comunitária), que terceirizou várias UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) do Estado, entre elas as de Guarabira e Princesa Isabel.

Ao analisar as contas de 2014 da secretaria de Saúde, os conselheiros julgarem irregulares despesas dos contratos geridos pela ABBC, e responsabilizou seu diretor presidente, Jerônimo Martins de Sousa, ao pagamento de R$ 928.990,85 pelas ilegalidades, que teria sido cometidos durante a gestão do ex-secretário Waldson de Sousa (Saúde), atual titular da pasta de Planejamento.

Relator – Segundo o conselheiro Nominando Diniz, relator do processo, “após minucioso e criterioso acompanhamento das contas, as várias irregularidades foram reveladas”. Os demais membros do tribunal seguiram o relator. Nominando também sugeriu uma multa de R$ 5 mil a Waldson de Sousa.

Recomendações – O TCE também fez recomendações ao governador do Estado e encaminha representações ao Ministério Público, Policia Federal e OAB, diante dos fatos apontados pela Auditoria no tocante a excesso de gastos na contratação de empresas sediadas em outros estados, a exemplo da OG Monteiro & Associados, sediada em Mogi das Cruzes (SP), indiciada ainda pelo exercício ilegal de assessoria jurídica.

Advogados – Há poucos dias, o Ministério Público identificou contratação de advogados pela ABBC, entre os quais Francisco das Chagas Pereira (em agosto de 2018), que vem a ser advogado pessoal do ex-governador Ricardo Coutinho em várias ações contra jornalistas. Esta OS já recebeu mais de R$ 93 milhões do Estado, apenas entre 2014 e 2017.

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