Mídia nacional revela que afagos de Hugo Motta a Lula expõem jogo de conveniência para tentar eleger o pai ao Senado

 As manifestações de simpatia do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ganharam destaque na imprensa nacional neste sábado (27). Segundo análise publicada pelo colunista Carlos Madeiro, do portal UOL, os gestos do parlamentar vão além da política em Brasília: refletem diretamente os interesses de seu pai, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), que é pré-candidato ao Senado em 2026.

De acordo com a reportagem, os afagos de Motta a Lula se inserem em um cenário de racha na base lulista da Paraíba, provocado pelo rompimento entre o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, e o governador João Azevêdo (PSB). Enquanto Cícero busca espaço em articulações com o MDB e o senador Veneziano Vital do Rêgo, João pretende apoiar o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) ao governo do Estado.

Nesse contexto, Hugo Motta tenta se aproximar do presidente para garantir apoio à candidatura de Nabor, que figura atrás nas pesquisas para o Senado. Em Patos, reduto da família Motta, a pressão aumentou após críticas pelo apoio do deputado ao projeto de anistia, já que a região é majoritariamente lulista.

Segundo a coluna, Motta articula uma composição que teria Lucas Ribeiro como candidato a governador e Nabor como candidato ao Senado, em uma chapa que também contemplaria o PT na indicação da vaga de vice. A estratégia é oferecer a Lula uma aliança que unifique a base dividida e aumente as chances eleitorais de Nabor.

A leitura é de que o apoio de Lula pode ser determinante para alavancar a candidatura de Nabor, transformando os gestos de Hugo Motta em Brasília em peças-chave de uma estratégia que busca unir a força do Republicanos, o prestígio do presidente e o controle político local.

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Após pane em aeronave, Cícero Lucena detalha pouso forçado em Alagoa Grande

 O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (sem partido), viveu momentos de tensão na manhã deste sábado (27) quando a aeronave que o transportava apresentou uma pane técnica e precisou realizar um pouso de emergência na zona rural de Alagoa Grande, no Brejo paraibano.

De acordo com o gestor, ele havia cumprido agenda no Sertão na noite anterior e retornava à capital quando o avião começou a perder potência. Sem alternativas, o piloto encontrou uma área aberta em uma fazenda, onde conseguiu pousar de forma forçada.

No voo estavam, além de Cícero e do piloto, os assessores Kauê Braga (Birigui) e Dudu Lins. Apesar do impacto, ninguém ficou ferido. Os danos se restringiram à aeronave, que teve a asa e o trem de pouso destruídos.

O secretário de Comunicação de João Pessoa, Janildo Silva, informou que a equipe foi retirada do local por meio de um trator, até alcançar uma área de acesso mais seguro. De lá, seguiram viagem de volta para a capital.

Em vídeo divulgado logo após o ocorrido, o prefeito tranquilizou a população e destacou o sentimento de gratidão:

“Deus é grande e estamos aqui, mais uma vez, para agradecer a Ele e a todos que estão rezando e orando por nós”, disse.

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De volta a João Pessoa nesta segunda-feira, Cícero Lucena deve anunciar filiação partidária e definir destino para 2026

 Após quase três semanas percorrendo o Caminho de Santiago de Compostela, na Europa, o prefeito de João PessoaCícero Lucena (sem partido), desembarca na capital paraibana na madrugada desta segunda-feira (22). Ele deve reassumir a rotina administrativa já nesta terça-feira (23), com expectativa de anunciar dois movimentos políticos aguardados: a nova filiação partidária e sua decisão sobre a candidatura ao Governo do Estado em 2026.

A peregrinação, feita ao lado da primeira-dama  Lauremília Lucen, percorreu cerca de 230 km entre Portugal e Espanha, passando por vilarejos, trilhas históricas e, por fim, pela catedral de Santiago de Compostela, onde estão os restos mortais do apóstolo Tiago. Cícero classificou a experiência como um momento de fé e reflexão. Antes da viagem, já havia antecipado que colocaria “nas mãos de Deus” as definições políticas que precisa tomar.

A saída do prefeito do Progressistas (PP), confirmada no início de setembro, alterou o tabuleiro político local. O gesto gerou reação imediata do partido, que classificou a decisão como um “impulso individualista” e lamentou publicamente o rompimento. Pouco antes de embarcar para a Europa, Cícero comunicou pessoalmente ao governador João Azevêdo (PSB) sua saída da legenda e sinalizou sua disposição de disputar o governo estadual em 2026.

Com a desfiliação oficializada, Cícero passou a ser cortejado por várias siglas, entre elas MDB, PSDBPDT e Avante. Nos bastidores, a aposta majoritária é no retorno ao  MDB, partido ao qual já foi filiado durante períodos marcantes de sua trajetória, como quando foi vice-governador e eleito prefeito pela primeira vez, nos anos 1990.

Além do simbolismo religioso, a caminhada teve efeito político: permitiu ao gestor se afastar temporariamente das pressões locais enquanto reorganiza seu projeto. Agora, de volta à cena, Cícero retorna a um cenário em ebulição e promete ser peça central nas articulações para a disputa estadual.

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Reveja o Programa Conexão Master do dia 15 de setembro com análise da política da Paraíba

 Reveja o Programa Conexão Master do dia 15 de setembro com análise da política da Paraíba, com Ytalo Kubitschek, Roberto Notícia e Professor União (Adenilson Maia).

https://www.youtube.com/watch?v=QdcMzW8ZPNg

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ELEIÇÕES 2026 - Cartaxo afirma que PT precisa entrar na discussão da chapa majoritária

 O deputado estadual Luciano Cartaxo afirmou que o PT está na base do governador João Azevêdo e a tendência é permanecer para 2026. Mas, alertou que o partido tem que “participar do jogo”. Ou seja, não ficar apenas olhando de fora, mas participar das discussões.

Defende que o PT participe e indique nomes para compor a pretensa chapa da base governista, que deve ser encabeçada pelo vice-governador Lucas Ribeiro (PP). As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Meio-dia Paraíba (POP FM), nesta quarta-feira (10).

Sobre o apoio para o Senado, Cartaxo sinalizou apoio à pré-candidatura de João Azevêdo. Perguntado sobre o senador Veneziano Vital do Rêgo, com quem se aliou nas últimas eleições, o deputado disse que ainda não teve oportunidade de conversar com o emedebista, mas deve fazê-lo nos próximos dias.

Sobre a nova fase do PT, com a mudança no comando estadual – sai Jackson Macedo, entra a deputada Cida Ramos -, Cartaxo espera que haja um trabalho para se buscar a unidade interna e que o partido entre nas discussões de montagem de chapa majoritária. “O que a gente quer?”.

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ELEIÇÕES 2026 - Reação de João Azevêdo à decisão de Cícero Lucena causa ‘surpresa’ no grupo do prefeito

Rompimento abre espaço para mudanças na gestão de João Pessoa e reposiciona forças de olho em 2026.

As reações do governador João Azevêdo (PSB) ao movimento do prefeito Cícero Lucena, que pediu desfiliação do Progressistas para entrar na disputa pelo Governo do Estado por outra legenda, causaram surpresa dentro do grupo político do gestor municipal.

Na última sexta-feira (05), durante encontro na Granja Santana, Cícero comunicou ao chefe do Executivo estadual que, mesmo disposto a disputar o Governo contra o candidato governista, manteria apoio a João numa eventual corrida ao Senado.

A resposta do governador foi quase que imediata: pela imprensa, classificou a decisão como rompimento e atribuiu ao prefeito a adoção de um “projeto pessoal” em detrimento do “coletivo”. A fala surpreendeu aliados de Cícero, que acreditavam em uma saída menos traumática.

Segundo relatos, o prefeito viajou para a Europa com a percepção de que havia preservado pontes com o governador, já que discordância seria “apenas” com o vice, Lucas Ribeiro.

Minireforma

Outro ponto em observação é a configuração administrativa. A prefeitura abriu espaços para nomes ligados ao governador, que agora avaliam que caminho vão seguir, como consequência direta do rompimento.

Por outro lado, não há registros de aliados de Cícero ocupando funções na gestão estadual.

Os sinais de ambos os lados indicam que a relação política se esgotou. Mesmo com supresas pelo caminho, antigos aliados se transformam, agora, em adversários.

A expectativa é que, no retorno da viagem à Espanha, Cícero promova mudanças na administração municipal, uma espécie de minirreforma administrativa, ajustando o secretariado à nova realidade política da Paraíba.

Fonte: Jornal da Paraíba

 
 
Fonte: Jornal da Paraiba
 

Ministro Luiz Fux e a aula de direito que o Brasil e seus ‘democratas’ precisavam ouvir

 Na sessão desta quarta-feira (10), o ministro Luiz Fux protagonizou algo raro no cenário jurídico e político nacional: uma verdadeira aula de direito constitucional e processual penal, que deveria ser assistida e revisitada por qualquer estudante de direito, por operadores da justiça e, sobretudo, por aqueles que confundem poder jurisdicional com palco político.

 

Com um voto consubstanciado, amparado em citações eloquentes aos pais do direito constitucional, a juristas renomados do direito penal e processual penal, e ainda respaldado em julgados anteriores da própria Suprema Corte, Fux foi direto ao ponto: o processo em questão é nulo, por absoluta incompetência do STF em julgar Jair Bolsonaro e demais réus do chamado “processo do golpe”.

O princípio do juiz natural

O ministro lembrou que a mudança de interpretação sobre o foro privilegiado, ocorrida em anos recentes, não pode se sobrepor ao princípio maior do juiz natural. Nas palavras de Fux, violar essa garantia significa fragilizar uma das colunas do Estado Democrático de Direito: a imparcialidade do julgador.

Segundo ele, ou o processo deveria estar no Plenário da Corte – já que o julgamento diz respeito a um ex-presidente da República –, ou deveria descer à primeira instância, respeitando a regra aplicável a réus comuns. “Estamos diante de incompetência absoluta; impossível de ser desprezada”, cravou.

STF não é tribunal político

Em outro trecho emblemático, o ministro destacou que não compete ao Supremo realizar “juízo político”. Compete, sim, afirmar o que é ou não é constitucional, sob a Carta de 1988. O papel do julgador, frisou, não pode ser confundido com o de ator político. Uma lição que, se levada a sério, resgataria a objetividade, o rigor técnico e o minimalismo interpretativo que sempre deveriam nortear a Suprema Corte.

A Constituição vale para todos

Talvez a parte mais forte do voto tenha sido quando Fux reafirmou que a Constituição protege a todos – até mesmo os que são alvo de clamor popular ou repulsa política. “Juiz deve ter firmeza para condenar na certeza e humildade para absolver na dúvida”, registrou. É a reafirmação de que não há espaço para julgamentos de exceção, muito menos para decisões contaminadas pela pressão midiática ou social.

Patrimônio público da nação

Cada precedente firmado pelo STF, lembrou o ministro, torna-se patrimônio público da nação. É nesse sentido que sua posição se ergue não apenas como um voto técnico, mas como um chamado à responsabilidade institucional. Afinal, se o Supremo se permite banalizar a interpretação sobre foro, competência e imparcialidade, amanhã qualquer cidadão – e não apenas ex-presidentes – pode ser vítima da mesma arbitrariedade.

O voto de Luiz Fux não é um gesto isolado. É um alerta. É a lembrança de que o Supremo não pode se tornar refém de paixões políticas. O Brasil precisa de juízes que apliquem a lei, não de atores que encenem papéis ditados pelo momento.

Se prevalecer a tese exposta, o que deve ser muito difícil, o país terá dado um passo importante rumo à restauração da confiança no Judiciário. Se for ignorada, o que deve ser mais provável, o risco é que continuemos a transformar a mais alta corte do país em arena de disputas políticas – e, nesse caso, quem perde é a democracia.

Por 

 

 

Prefeito de Mamanguape, Joaquim Fernandes ”fecha” chapa majoritária com Lucas, João Azevêdo e Nabor

 O prefeito de Mamanguape, Joaquim Fernandes (PSB), revelpu com quais nomes irá apoiar na disputa majoritária das eleições de 2026. Para o governo, Joaquim anunciou apoio à pré-candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro (Progressistas). As revelações foram feitas durante entrevista ao programa Meio-dia Paraíba, da Rádio Pop FM, nesta quarta-feira (9).

Joaquim destacou o trabalho da atual gestão do Governo do Estado em Mamanguape e disse que vota em João Azevêdo e Nabor Wanderley para as vagas do Senado Federal, além de Lucas para o Governo do Estado.

“Estamos sim com o vice-governador Lucas Ribeiro. Apoiamos esse grupo de trabalho. A gente está falando sobre um grupo que vem trazendo bons resultados para a nossa cidade. Estamos sim com o futuro senador João Azevêdo, e também na segunda vaga estamos com Nabor Wanderley, é o nosso candidato”, explicou o prefeito de Mamanguape em entrevista ao Meio-dia Paraíba.

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