ELEIÇÕES 2026 - Prefeita Magna Gerbasi rompe com Chico Mendes e fecha com Maria Porto

 O clima político em Rio Tinto, no Litoral Norte da Paraíba, esquentou de vez! Na noite desta terça-feira (1º), a prefeita Magna Gerbasi surpreendeu aliados e adversários ao anunciar apoio à pré-candidatura da advogada Maria Porto à Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).

O gesto marca oficialmente o rompimento de Magna com o deputado estadual Chico Mendes (PSB), que havia sido apoiado pela gestora nas eleições de 2022. Segundo bastidores apurados pelo Política da Paraíba, o grupo político da prefeita já vinha demonstrando insatisfação com o distanciamento de Mendes do município após o pleito. Maria Porto, por sua vez, tem ganhado cada vez mais espaço no cenário político paraibano. Esposa do prefeito de Bananeiras, Matheus Bezerra, ela vem costurando alianças importantes e ampliando sua base no interior.

O anúncio foi feito nas redes sociais da própria Maria, que celebrou o novo apoio:

“Agradeço de coração à prefeita Magna Gerbasi, da cidade de Rio Tinto, pelo apoio tão importante. Magna é uma grande mulher e referência política no Vale do Mamanguape e na Paraíba. Esse gesto fortalece nossa caminhada! Podem ter certeza: Rio Tinto e a Paraíba terão, da minha parte, muito trabalho e comprometimento com o povo. Vamos simbora, com Deus no comando.”

A movimentação política promete agitar ainda mais os bastidores da pré-campanha para 2026, principalmente na região do Litoral Norte, onde Magna tem forte influência.

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Bruno Cunha Lima destaca força da oposição para 2026 e avisa: “Temos nomes à altura do desafio”

 O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, avaliou nesta terça-feira (1º) o cenário político da Paraíba com vistas às eleições de 2026 e destacou a qualidade dos nomes que vêm sendo cogitados dentro do grupo de oposição para disputar o Governo do Estado.

Segundo Bruno, a oposição conta com lideranças preparadas e com capacidade técnica, equilíbrio emocional e senso de responsabilidade — características que, segundo ele, são fundamentais para quem deseja governar a Paraíba.

“O mais importante é que temos nomes à altura do desafio. Pessoas com trajetória pública consistente, liderança consolidada e, acima de tudo, compromisso com o povo paraibano”, afirmou.

O gestor disse ainda que a missão de governar o estado exige preparo, diálogo e espírito público. Para ele, a oposição está bem representada com nomes como Efraim Filho, Pedro Cunha Lima e Romero Rodrigues.

Bruno ressaltou que se sente confiante diante do cenário atual e acredita que qualquer uma das lideranças mencionadas reúne condições de disputar a eleição com chances reais de vitória, além de exercer uma gestão comprometida e eficiente.

“Estamos diante de um momento importante para a construção de um projeto que dialogue com a população e ofereça soluções reais para os desafios da Paraíba”, concluiu.

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Adriano Galdino se reúne com Gleisi Hoffmann em articulação para disputar o Governo da Paraíba com apoio de Lula

 O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos), se reuniu nesta segunda-feira 30) com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, em Brasília, em mais um movimento que sinaliza sua tentativa de se aproximar do presidente Lula (PT) e se viabilizar na disputa pelo Governo do Estado em 2026.

A reunião ocorre em meio a uma série de gestos públicos de Galdino em direção ao campo lulista. Durante os festejos juninos em Pocinhos, na semana passada, o parlamentar voltou a tecer elogios ao presidente Lula, destacando programas sociais do governo federal e a necessidade de uma “sintonia política” entre a Paraíba e o Palácio do Planalto.

A movimentação do presidente da ALPB tem gerado reações no PT estadual. O presidente do partido na Paraíba, Jackson Macedo, declarou recentemente que a legenda não descarta apoiar Galdino em 2026, embora a decisão dependa de articulações mais amplas no campo progressista.

A reunião com Gleisi é vista por aliados como uma tentativa de Galdino de carimbar seu passaporte para uma aliança mais robusta com o governo federal. Nos bastidores, comenta-se que Galdino avalia a possibilidade de mudar de legenda para consolidar a aliança com o PT, caso o Republicanos decida apoiar outra candidatura.

O encontro com Gleisi, portanto, teria servido também como um termômetro do Palácio do Planalto sobre essa possibilidade.

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Lua de mel entre Hugo Motta e governo Lula era de aparências

 Com a eclosão do impasse provocado pela derrubada na Câmara do decreto do governo Lula elevando o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) analistas políticos da grande imprensa avaliam que a lua de mel entre o presidente da Casa Baixa, Hugo Motta (Republicanos-PB), juntamente com Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, e o Planalto, era apenas de aparências. “Nos primeiros meses, viagens para o Oriente, Europa, Rússia, mas, como tudo que é feito com muita pompa, dura pouco”, comentou a apresentadora Amanda Klein, do Canal UOL, prevendo uma guerra imprevisível diante da pressão de aliados do presidente Lula para recorrer ao Supremo Tribunal Federal a fim de tentar retomar o aumento do IOF. Essa atitude poderia azedar ainda mais a relação.

O deputado paraibano Hugo Motta tem sido convicto nas suas declarações em torno da queda de braço entre poderes, no sentido de advertir que cada Poder tem os seus limites e não pode excedê-los, sob pena de um desgastante enfrentamento institucional. Aliados do presidente da Câmara têm dito que o acionamento do STF gera mal-estar e seria como tentar colocar um cabresto sobre o Congresso Nacional. Hugo Motta elegeu-se para o comando da Casa na sucessão de Arthur Lira (PP-AL) dizendo-se cioso da necessidade de independência dos Poderes e, ao mesmo tempo, revelando-se inteiramente comprometido com os interesses corporativistas de seus colegas. A interferência do Supremo Tribunal Federal no caso da liberação de recursos de emendas parlamentares desatou hostilidades tanto de Hugo como de Alcolumbre, que resolveram não comparecer, ontem, à audiência convocada pelo ministro Flávio Dino para debater exatamente a transparência nas emendas.

 

Um outro parlamentar influente sugeriu, em contato com o UOL, que seria melhor o governo reconhecer sua inoperância e começar as correções do que se empenhar em causas perdidas, tendo indicado alguns caminhos para corrigir a rota, como: relacionamento e respeito, cumprimento de acordos e esforço para desatar os nós criados pelo Judiciário, culminando com a execução dos orçamentos. O Congresso deixou claro que não aceita mais aumento de imposto enquanto no contraponto o Executivo assinala que não vai mexer nas desvinculações do Orçamento, o que seria uma reforma estrutural urgente e necessária. Os especialistas em economia raciocinam que a perdurar esse cabo de guerra não vai ter jeito e, sendo assim, a crise fiscal cairá com tudo no colo do próximo governo. Também há interesses ligados às eleições presidenciais de 2026, o que atrapalha mais ainda a conjuntura.

Do modo como o cenário se apresenta, não é difícil constatar que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está encurralado, já que não conseguiu avançar nas suas próprias iniciativas para equilibrar as contas e, ainda por cima, é acusado de não liderar uma articulação política exitosa. Isto fez com que Hugo Motta ignorasse ligações da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, antes da votação decisiva que aplicou a derrota acachapante ao Executivo em plenário. A esta altura, Motta estava articulado com representantes do setor produtivo e, politicamente, com expoentes do “Centrão”, que já estão conspirando abertamente contra a candidatura do presidente Lula a um novo mandato. As informações vindas de Brasília projetam que qualquer ação, seja sobre emendas, ou via Supremo Tribunal Federal, será inapelavelmente hostilizada no âmbito do Parlamento. Parlamentares rebelados da base governista têm advertido nos bastidores que “começa uma nova fase” e lamentam que o governo ainda não tenha percebido o desenho da realidade que se configura e que soa desfavorável para o poder de plantão.

Se o governo cortar emendas, dentro da tese de contingenciamento de recursos que ganha força em Brasília para fazer frente às perdas de recursos estimadas em R$ 12 bilhões, pode ensejar um novo movimento de insurreição da base e ampliar a série de derrotas no Congresso Nacional. Fala-se que a derrota na questão do IOF foi uma espécie de “Dia D” para a autonomia do Legislativo e que o presidente Hugo Motta esteve afinadíssimo na reação com o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro. Uma das questões levantadas para votação da proposta foi a aproximação do ano eleitoral, onde os deputados preparam o terreno para tentar se reeleger ou disputar outros cargos eletivos. Isso aconteceu, conforme o “Metrópoles”, porque parte da cúpula da Câmara dos Deputados vê o governo Lula desgastado diante das últimas pesquisas eleitorais, e tenta ampliar o desgaste do petista para cacifar um nome mais ligado ao centro ou à direita. Isto foi o que deu gás ao estratagema ainda em curso em Brasília.

Por Nonato Guedes

Deputada Cida Ramos pisa no freio sobre Cícero no PT e não diz se é contra ou a favor a filiação do prefeito

 A deputada estadual Cida Ramos, que deve assumir nos próximos meses a presidência do Partido dos Trabalhadores na Paraíba, adotou uma postura cautelosa ao ser questionada sobre uma possível filiação do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), à legenda. Em entrevista concedida nesta semana, Cida evitou cravar uma posição pessoal e indicou que a discussão precisa ser tratada de forma institucional.

“Olha, essa é uma decisão que precisa passar pelo diretório estadual, pelo colegiado. Eu, como presidente, não posso decidir isso sozinha. E mais: você precisa perguntar à direção nacional, porque no PT as coisas vêm de cima para baixo. É só isso que eu tenho a falar sobre isso”, declarou em entrevista.

A fala de Cida contrasta com o posicionamento de Jackson Macêdo, atual presidente do partido, que recentemente abriu as portas para uma eventual filiação de Cícero, desde que ele se alinhasse ao projeto liderado pelo presidente Lula. Jackson chegou a afirmar que o PT nacional “analisaria com carinho” uma aproximação do prefeito.

O recuo de Cida reforça o clima de indefinição sobre a estratégia do PT na Paraíba para as eleições de 2026, especialmente diante da movimentação de Cícero como possível pré-candidato ao governo estadual.

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